O UOL Cartões quer homenagear todos as pessoas que realizam trabalhos voluntários, pois nesta sexta-feira (5/12) é o Dia Internacional do Voluntário. Doar a força de trabalho, ser solidário, aliviar sofrimentos, unir o amor e a compaixão para que o próximo seja beneficiado sem nenhuma recompensa. Esses são os princípios do trabalho voluntário.
O voluntariado surgiu no Brasil no século XVI, quando organizações religiosas, na sua maioria católicas, introduziram esse tipo de atividade em instituições ligadas à saúde - as chamadas Santas Casas. Desde então o trabalho voluntário cresceu, em números e na consciência das pessoas. Os jovens exerceram papel de destaque nesse crescimento, trazendo toda a força e a vontade de vencer, ajudando ao próximo.
Para a molecada, o aprendizado vai além da teoria. São trocas de experiências, visões de mundo diferentes e uma intensa oportunidade de vencer barreiras, como o preconceito. Na verdade, ser um voluntário é entender o próximo e pensar em si como um instrumento para a mudança social.
Mariana Ponzini tem 20 anos e faz trabalhos voluntários desde pequena. No começo, freqüentava uma casa de crianças com câncer e menciona que achava que seria fácil, pois logo só teria que contar histórias, dar carinho e fazê-las felizes. Com o tempo, ela e todo voluntário percebe que por trás daquela criança tem uma família que também sofre.
Hoje, Mariana já trabalhou voluntariamente para duas casas de crianças com câncer, três asilos e um grupo de mulheres que sofreram algum tipo de agressão. E por ter essa grande força de vontade a jovem se deu bem. Em 2007, foi participar de um processo seletivo para uma grande empresa e em uma das etapas lhe perguntaram sobre trabalhos voluntários.
"No decorrer da conversa, a consultora pediu que eu falasse de projetos voluntários e contei tudo o que já tinha feito. Ela ficou bem surpresa e disse que eu já tinha, com pouca idade, uma carga de conhecimento única", conta Mariana. A jovem atualmente trabalha na empresa e ainda ajudou a coordenar um projeto de participação voluntária com todos os trabalhadores, um projeto estilo "Adote uma criança".
O trabalho voluntário enriquece o currículo de jovens, além de ser um ato solidário e uma prática prazerosa. Um estudo feito em 1996 pelo Centro de Pesquisa Motivacional revelou que 7% dos jovens brasileiros estavam envolvidos em algum trabalho voluntário. E 54% dos que não estavam manifestaram interesse em participar de algum projeto desta natureza.
"Devemos incentivar a participação dos jovens no processo de solidariedade, para que transformemos o nosso país", diz Felipe Mello, coordenador do projeto Doutores Cidadãos. "É preciso conquistar nas mentes e corações dos jovens o interesse pelo coletivo. Para tanto, faz-se necessária a exposição de referenciais, para que os jovens não concentrem sua idolatria em artistas e jogadores de futebol. Estes, com raríssimas exceções, são espantalhos incapazes de cantar o hino nacional e não podem oferecer muito do que cabelos sedosos e glúteos torneados".
Mariana diz que ser voluntário é um diferencial e dá uma grande dica aos jovens que nunca pensaram em fazer parte. "Aconselho a todos que nunca doaram um pouquinho do seu tempo, amor, conhecimento a outro ser humano, que parem e repensem alguns conceitos".
Envie cartões para as pessoas que se dedicam ao voluntariado e agradeça pelo trabalho realizado.



O UOL Cartões fez uma reportagem para este dia 3 de dezembro que é o Dia Internacional dos Deficientes, a fim de que o leitor conheça histórias de vidas e veja como é necessária a inclusão destas pessoas na sociedade para que encontrem a superação diária.
A 37ª Sessão Plenária Especial sobre Deficiência da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas declarou no dia 14 de outubro de 1992 que o dia 3 de dezembro deveria ser instaurado como Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Com este ato, a Assembléia considera que ainda falta muito para se resolver os problemas dos deficientes e que não pode ser deixado de lado.
Cerca de 24,6 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total, apresentam algum tipo de incapacidade ou deficiência. Esses dados são do censo do IBGE realizado em 2000.
Os tipos de deficiências nesta pesquisa são analisados em pessoas com ao menos alguma dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se ou que possuem qualquer tipo de deficiência física ou mental. Dentre os 24,6 milhões de deficientes, um total de 77,7% de pessoas portadoras de deficiência física adquiriu a lesão ao longo da vida, contra 22,3%, que são portadores de deficiência congênita, aquelas provenientes desde o nascimento.
Os principais tipos de acidentes que causam a deficiência física nos brasileiros são os domésticos, de trânsito, de trabalho e de violência urbana. Sendo que 11,7% referem-se a acidentes; 25,9% a acidentes de trânsito; 9,1% são provenientes de violência urbana e 1,9% de mergulho em águas rasas. Já 44,5% das causas da deficiência física são provenientes de doenças.
"O deficiente que sofreu algum tipo de lesão e ficou com alguma seqüela devido ao acontecimento de acidentes deve ter um acompanhamento intenso, pois ele não tinha esta condição anteriormente, ele não nasceu assim. Por isso para se adaptar a essa nova condição, o deficiente deve ter o acompanhamento de profissionais de fisioterapia e psicologia. Com isso, a superação pode ser conquistada aos poucos, seja voltando a condição anterior ou se adaptando a nova realidade", afirma a fisioterapeuta da Clínica de fisioterapia da Universidade Metodista de São Paulo, Tatiana Cumilanni Azedo.
A superação da nova condição física ou mental pode ser vista de formas diferentes. Em entrevista com alguns deficientes, todos vêem a superação como voltar a andar ou ao menos recuperar parte das atividades diárias. Nenhum deles perdem a esperança mesmo estando com o caso mais crítico de deficiência.
Talita Abreu tem 20 anos e levou um tiro nas costas de seu ex-namorado ficando tetraplégica. Ela não perde as esperanças e a superação é voltar a andar. "Eu nunca pensei que ia ficar desse jeito. Não acredito que eu vou ficar desse jeito, não. Nunca passou pela minha mente 'eu vou ficar desse jeito para sempre em cima de uma cama'."
"Não vou perder jamais o desejo de voltar a andar. Eu acho que é até isso que motiva a gente. Pelo menos voltar a vida social, voltar a freqüentar festinha de novo, shopping e fazer menino", afirma Antônio Roberto Bueno, 47 anos, que sofreu um acidente em seu trabalho e ficou tetraplégico.
Alexandre Taniguchi tem 22 anos e é estudante de Engenharia Mecatrônica da Unicamp. Ele sofreu lesão da sexta e sétima vértebra da coluna, quando pulou em uma piscina e bateu com a cabeça no fundo dela, ficando paraplégico. Sua caminhada para conseguir aceitar e se adaptar diante da deficiência foi dura, mas ele não se esquece que assistir um vídeo-documentário foi uma de suas maiores motivações. "Um amigo que jogava rugby e também é cadeirante, me indicou o documentário 'Murderball-Paixão e Glória' para que eu assistisse e percebesse que o vídeo poderia me motivar a ir além das minhas restrições físicas. Acho que a essência passada no filme faz com que percebamos o quanto ainda somos importantes, mesmo com limitações".
"Murderball - Paixão e Glória" é um documentário que mostra este mundo, com uma diferença: são jogadores especiais, em cadeiras de rodas, que buscam também na prática um sentido maior para as suas vidas ou, ao menos, um apoio emocional. Nem por isso, contudo, as partidas são menos disputadas.
Motive com um cartão aqueles que estão se superando e também aqueles que passam diariamente pelas dificuldades impostas na sociedade para os deficientes.


