Blog UOL Cartões

Data do texto 17/12/2008

UOL Cartões comemora o Dia do Teatro Amador

 
 

UOL Cartões comemora o Dia do Teatro Amador

Hoje é o dia daqueles que te fazem rir, chorar, entristecer, ficar alegre, aflito e esperançoso. Sabe de quem estamos falando? Do ator, alvo de inúmeros preconceitos e brincadeiras. Alguns até o chamam de ATORdoado, devido a imaginação popular sempre colocá-lo como uma pessoa perturbada, sem noção da realidade e imaginação. Deixando a brincadeira de lado, nesta terça-feira (16) é o Dia do Teatro Amador e o UOL Cartões homenageia todos esses artistas que, sem pudores, levam todos a sonhar e viver novas sensações.

O Teatro Amador é aquele realizado por não profissionais, seja por simples divertimento, ou até mesmo com um comprometimento semelhante ao daqueles que fazem do teatro sua vida e profissão. Na sua realização, muitas vezes são empregados recursos não muito elaborados, mas que, com um pouquinho de imaginação, transformam uma simples ripa de madeira em uma espada de um grande soldado.

Atores consagrados, como Gianfrancesco Guarnieri, Oscar Filho, Antônio Abujamra, Patrícia Pillar, Alexandre Borges e Taís Araújo, começaram no teatro amador e em inúmeras entrevistas sempre colocam que essa experiência é algo que levarão consigo para sempre e que muito do que sabem hoje, devem a seu passado amador.

Alberto Guzik, ator, relembra sua descoberta do mundo artístico em seu blog - "dos meus tempos de amador o ponto alto foi 'O Mágico de Oz', em adaptação não sei de quem, que fiz no final dos anos 50 com o grupo amador do Instituto Cultural Israelita-Brasileiro, na inauguração do belo teatro da entidade, o TAIB, um espaço que está à espera de um destino. Aquele "Mágico", dirigido pelo ator Felipe Wagner, foi lindo. Isa Kopelman, atriz, Sérgio Aizenberg, produtor, estavam no elenco, com mais uma porção de gente que não seguiu carreira cênica. Teatro foi pra mim um instrumento pra compreensão do mundo. E os amadores abriram-me as portas. Devo muito a eles."

Existem também os que estão começando, Fellipe Fratin, graduando em informática, conta que começou cedo no seu colégio. "Quando eu estava na 1ª série, aos 6 anos, fiz uma participação em uma peça que contava a história de São José (estudei em colégio católico). Depois, na 4ª série tivemos que fazer uma peça rápida e básica a partir de alguma piada (nem preciso dizer que foi uma lástima...)".

O teatro amador é antes de tudo uma forma de expressão de artistas clamando para serem ouvidos, mostrando que de amador não tem nada!

E aí, quer comemorar o Dia do Teatro Amador ou homenagear aquele amigo ator? O UOL Cartões te ajuda!


:: Escrito por UOL Cartões às 18h15
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 12/12/2008

UOL Cartões entrevista: Ilustralando


Crédito: Cris Ba Fann

UOL Cartões tem algumas "figurinhas" recorrentes em seu espaço. São ilustradores que, pela versatilidade e talento, são sempre lembrados e marcam presença em nossa galeria. A marca Ilustralando é certamente uma delas e versa com diferentes temas com desenvoltura. Por trás da assinatura, o artista: Orlando Faya, arquiteto, 34 anos. Nesta conversa informal, ele expõe um lado mais humano -e menos conhecido do UOL Interação e do público-, conta sua trajetória e revela o que espera da vida.

UOL Cartões - Fale um pouco sobre você.

Orlando Faya - Bom, sou arquiteto e já desenhei muito conjunto habitacional. Mas sempre fui inquieto e sempre trabalhei com cenografia e ilustração, mesmo antes de concluir a faculdade. Atualmente, me dedico ainda mais aos filmes de animação e tento - da melhor forma possível - conciliar tudo isso. Minha profissão é a intersecção de todos estes vetores.

UOL Cartões - Há quanto tempo está na área, como foi sua entrada neste mercado, os principais veículos para os quais já trabalhou/trabalha?

Orlando Faya - Desenho desde muito novo e acredito que "minha carreira" tenha começado lá pelos quatro anos de idade (risos). Em 1996, quando ainda estava na faculdade, fui convidado para ilustrar toda a coleção de livros didáticos de ensino de Língua Inglesa para União dos Centros Binacionais. Foi um desfio e tanto; não tinha nenhuma experiência e tive que criar um perfil para toda a coleção que contava com quatro livros, totalizando mais de cento e cinqüenta ilustrações. Esse produto foi muito bem aceito e, a partir daí, surgiram convites de outros escritórios de programação visual para a produção de mais material com esse perfil. Fiz muitos trabalhos para o mercado de didáticos e paradidáticos. Neste mesmo período, fiz ilustrações para publicações da Editora Nova Cultural e paralelamente trabalhava como assistente de um consultor de publicações (uma área absolutamente técnica de verificação de integridade de arquivos digitais, muito maçante!) Ah! Tive uma - e única - aventura no campo do cartum, quando participei, em 1999, do Salão Nacional de Charges Dino e me classifiquei entre os 10 finalistas.

Meus desenhos começaram a ter movimento em 2002, quando vi uma ilustração minha - "Os Equilibristas"- e pensei: "- Eles poderiam se mexer!" Corri até a banca de jornal, comprei uma dessas revistas que traz o trial do Flash (versão teste do programa) e, uma semana depois, sem dormir, eles se mexiam (!) O filme foi batizado como "1 é pouco, 2 é bom e 3 é D+ ". Publiquei em uma página pessoal que tinha aqui no UOL mesmo e foi um sucesso. Fiquei mais empolgado quando os amigos da área, como a Cecília Esteves (ilustradora) e Célia Catunda (da Pingüim Produções) me incentivaram a continuar, dizendo que o produto final tinha ficado muito bom!

No ano seguinte, outro sucesso foi o filme "Par Perfeito", a saga de um par de chinelos apaixonados. Esse faz sucesso até hoje no Youtube. Bom, e tem tudo de lá para cá, sem contar as partes que pulei (risos). Mas o resto fica para a minha biografia não-autorizada que pretendo escrever de próprio punho (risos).

UOL Cartões - Há quanto tempo trabalha com UOL Cartões? Lembra do primeiro trabalho publicado?

Orlando Faya - Li as entrevistas dos outros fornecedores e a minha história com o UOL não se parece em nada com as deles. Ninguém me descobriu, indicou ou procurou. Fui atrás mesmo, caçando, pedindo informação, até que em março de 2005 a Branca Galdino - que na época trabalhava na editoria de arte - aceitou receber meu material.

Só tive retorno três meses depois, quando o Roberto Moreno me enviou o primeiro pedido/teste, que foi o do Dia dos Avós  - filme pelo qual tenho muito carinho até hoje. Este mesmo pedido incluía também os filmes do signo de Leão e o de Virgem.

Mas, mesmo antes desta entrega, surgiu um pedido urgente, que topei fazer. Por sinal, essa história de "apagar incêndio" se transformou quase num elo entre mim e a casa (risos).

E, assim sendo, meu primeiro trabalho publicado - mesmo antes do pedido/teste - foi o filme do São Paulo Tricampeão da Taça Libertadores da América, que - segundo o Moreno me disse na época - teve milhares de acessos na primeira hora no ar. Foi um bom começo!

UOL Cartões - Quais artistas influenciam o seu trabalho?

Orlando Faya - Outra resposta difícil. Minha formação é muito híbrida, então poderia elencar uma série de nomes. Mas vou destacar um que reúne muito do que acredito e do qual sou fã incondicional: Tim Burton.

UOL Cartões - Quem vê seu trabalho observa uma tendência humorística nele - personagens bonachões, engraçados, carismáticos. Sempre com um toque de humor e também elegância. Você é assim?

Orlando Faya - Não tenho como responder isso. O máximo que a gente consegue tentando enxergar a gente mesmo é ficar vesgo. Uma vez me disseram que os personagens reproduzem algumas características dos seus criadores. Se isso for verdade, eles herdaram minha boca enorme e cheia de dentes.

UOL Cartões - Como você avalia o atual momento da sua produção? Já está realizado? A que nível você deseja chegar?!

Orlando Faya - Estou muito longe de estar realizado. Tenho uma tonelada de projetos que ainda estão à espera que encontre os parceiros e as vitrines para que eles apareçam. São personagens, quadrinhos,  ilustrações. Enfim, milhões de idéias, mas ainda sem lugar para aparecer. Sou teimoso e não paro de tentar. Hoje em dia é ingênuo acreditar que a gente consiga sustentar - financeiramente inclusive - esse tipo de projeto sozinho e, por isso, continuo buscando essas parcerias por todos os lados. Na hora em que elas acontecerem, será muito bom.

UOL Cartões - Para nos enviar esta foto, você chorou, se lamuriou. Disse que foge da câmera "como o diabo foge da cruz". Como você concilia esta aparente timidez com sua produção? Como esta característica influencia no seu processo criativo?

Orlando Faya - Que exagero! (risos). Não é esse drama todo; só quis dizer que não tenho fotos minhas mesmo. Não é gênero, realmente detesto ser fotografado. Esta, por exemplo, foi tirada no susto por uma amiga que mora em Londres. Veio de longe (!) Se sou péssimo marqueteiro de mim mesmo, por outro lado, não acho que o destaque tenha que ser eu, mas sim o que produzo. É importante que identifiquem o meu trabalho e não meu rosto. Mas já passei da época da ingenuidade e sei que hoje em dia - e principalmente neste veículo em que estamos - se você não tem uma foto pessoal "pendurada" em algum lugar, as pessoas acreditam que você seja um holograma(!)

Luto pelo meu trabalho - e pela divulgação dele - como se fossem meus filhos. Dedico meu tempo, meu empenho, tudo de melhor que tenho para que eles cresçam, se desenvolvam e apareçam. O "pai" fica de fundo aplaudindo. Uma pergunta que não foi feita, mas acho legal contar. Não assino meu nome, não por timidez, mas por estratégia. Assim que comecei, chegava nos lugares com a pasta debaixo do braço e me apresentava como "Orlando" e os editores e diretores de arte achavam que era o Orlando Pedroso (ilustrador). Resultado, ou não me recebiam porque já o conheciam ou recebiam e ficavam decepcionados por não ser ele.

Ainda sobre a timidez, acho que posso dizer que ela colabora à medida que você perde menos tempo na frente do espelho e sobra mais tempo para produzir.

UOL Cartões - Você é, certamente, um de nossos ilustradores que, se não é o mais antigo, pelo menos é um dos mais presentes. Quem acessa UOL Cartões não demora muito para deparar com uma arte sua. Você sente-se confortável produzindo para a gente? O que este "tempo de casa" te trouxe de experiência?

Orlando Faya - Torço para que seja um dos mais presentes por qualidade e não por idade. Não estou confortável e pretendo nunca estar. Quando isso acontece, é o primeiro passo para a acomodação. Todo processo criativo, para ser produtivo, tem que ter inquietação, dúvida. Se contar com o ovo dentro da galinha, achando que "é sucesso garantido", estou errando mesmo antes de começar.

Toda vez que recebo o pedido, fico pensando como posso - por meio dos personagens  e da ação - potencializar a mensagem, deixá-la mais engraçada e mais direta. Tenho  sempre a preocupação de não cair na fórmula fácil e, quando acho que o que produzi não acrescenta, começo tudo novamente. Posso dizer também que busco, na minha produção passar a mensagem de forma mais rápida e bem humorada possível. Quem vê um cartão recebe a mensagem de forma quase instantânea ou não recebe. Filmes com "dez horas de duração" não funcionam, eles acabam quebrando o elo entre o emissor, a mensagem e o receptor.

UOL Cartões - O que você mais gosta em UOL Cartões? E o que acha que pode ser melhorado?

Orlando Faya - Como colaborador, gosto muito de trabalhar com toda a equipe de interação. É uma troca bem estimulante. Para melhorar...gostaria de ter mais retorno do público, saber o que gostaram e o desempenho dos filmes publicados, os mais acessados e, assim, poder avaliar o que deu certo e o que não deu.

Tenho também a ambição de ter um link direto para os meus filmes como alguns da categoria "Humor" têm. É Natal...quem sabe Papai Noel me ouve? (risos). Como usuário, além dos sensacionais, incomparáveis e emocionantes filmes do Ilustralando (+++risos), sou fã da Elisa Sassi. O filme do chiuaua nervoso, por exemplo, é genial! Nem vou citar todos os outros fornecedores. É muita gente boa e competente, fico honrado de ter meu trabalho junto do deles. Ah! Mais uma coisa, acho que a página dos cartões merece uma roupa nova, um novo design.

UOL Cartões - E, sobre este cartão de Natal, como surgiu a idéia de fazer um Papai Noel "folgadão", de sunga branca e curtindo as maravilhas de nossa natureza?

Orlando Faya - É absurdo que a gente, em pleno calor de 40 graus, se renda a essa idéia importada de neve e rena. Se o pobre do Noel saísse do Pólo Norte e chegasse aqui com aquela roupa, acabaria derretido. A proposta é "cair na real" e curtir esse clima tropical que Deus nos deu. Menos roupa, mais sol e água de coco.

UOL Cartões - O que você espera para 2009?

Orlando Faya - Toda a virada de ano traz essa expectativa de mudança, esse espírito geral de renovação. Tenho esse projeto grande para o Ilustralando que já comentei. Espero que ele se concretize e que mais de minha produção chegue até o público.

UOL Cartões - Quando não está desenhando, o que gosta de fazer?

Trabalho muito e com o que gosto; o que acaba misturando muito do meu ofício com o meu prazer. Como em geral exagero na dose, quando tenho tempo descanso mesmo. Não faço absolutamente nada. Acho que isso reafirma o filme de Natal, né? (risos)

UOL Cartões - Pense naqueles que vêem o seu trabalho e gostariam de, assim como você, trabalhar profissionalmente com isto. Quais conselhos e dicas daria para estas pessoas?

Em vez de ficar escrevendo, recomendo a leitura do Guia do Ilustrador - http://www.guiadoilustrador.com.br/ - que é um material produzido por profissionais que estão no mercado e indicam o melhor caminho para sobreviver nele. É importante ter claro que é um ofício como outro qualquer. Sou absurdamente contra essa idéia do gênio criativo, mesmo porque o mercado não espera que "o artista esteja iluminado pelo dom divino" para entregar o pedido. Tudo tem prazo, data, hora certa para entregar. Recomendo que estudem sempre, trabalhem muito, insistam, persistam e não desanimem. Se tivesse desistido, não estaria dando esta entrevista agora.

Veja mais cartões do artista:




:: Escrito por UOL Cartões às 17h16
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 08/12/2008

UOL Cartões fala sobre o Dia da Família

Em tempos de tanta violência, parece que as pessoas andam se esquecendo do verdadeiro significado da palavra família. Basta observar o noticiário e ver quantos núcleos familiares hoje sofrem com brigas e os mais diferentes tipos de conflitos de relacionamentos.

Muitos pais, por exemplo, têm de trabalhar o dia todo e acabam perdendo anos importantes da formação de seus filhos. Neste cenário, a escola é obrigada a suprir necessidades e deveres que deveriam ser dos progenitores. O resultado imediato deste processo é a falta de amadurecimento das crianças e a geração de "filhos-problema". Outra questão é que, sem esta presença do pai e da mãe, os jovens crescem com problemas emocionais e acabam descambando para a criminalidade, muitas vezes.

A grande verdade é que toda família passa por crises. Por isto, é muito importante que a ela esteja bem estruturada e dê totais condições para que todos convivam harmoniosamente dentro dela. Os integrantes da família devem se respeitar, saber valorizar as diferenças e mediar eventuais atritos.

Neste Dia da Família, UOL Cartões separou uma arte especial. Mande-a para seu pai, mãe, irmãos, e homenageie aqueles que te amam e querem o seu bem:

 


 

:: Escrito por UOL Cartões às 17h47
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 05/12/2008

Faz trabalho voluntário? Hoje é seu dia!

O UOL Cartões quer homenagear todos as pessoas que realizam trabalhos voluntários, pois nesta sexta-feira (5/12) é o Dia Internacional do Voluntário. Doar a força de trabalho, ser solidário, aliviar sofrimentos, unir o amor e a compaixão para que o próximo seja beneficiado sem nenhuma recompensa. Esses são os princípios do trabalho voluntário.

O voluntariado surgiu no Brasil no século XVI, quando organizações religiosas, na sua maioria católicas, introduziram esse tipo de atividade em instituições ligadas à saúde - as chamadas Santas Casas. Desde então o trabalho voluntário cresceu, em números e na consciência das pessoas. Os jovens exerceram papel de destaque nesse crescimento, trazendo toda a força e a vontade de vencer, ajudando ao próximo.

Para a molecada, o aprendizado vai além da teoria. São trocas de experiências, visões de mundo diferentes e uma intensa oportunidade de vencer barreiras, como o preconceito. Na verdade, ser um voluntário é entender o próximo e pensar em si como um instrumento para a mudança social.

Mariana Ponzini tem 20 anos e faz trabalhos voluntários desde pequena. No começo, freqüentava uma casa de crianças com câncer e menciona que achava que seria fácil, pois logo só teria que contar histórias, dar carinho e fazê-las felizes. Com o tempo, ela e todo voluntário percebe que por trás daquela criança tem uma família que também sofre.

Hoje, Mariana já trabalhou voluntariamente para duas casas de crianças com câncer, três asilos e um grupo de mulheres que sofreram algum tipo de agressão. E por ter essa grande força de vontade a jovem se deu bem. Em 2007, foi participar de um processo seletivo para uma grande empresa e em uma das etapas lhe perguntaram sobre trabalhos voluntários.

"No decorrer da conversa, a consultora pediu que eu falasse de projetos voluntários e contei tudo o que já tinha feito. Ela ficou bem surpresa e disse que eu já tinha, com pouca idade, uma carga de conhecimento única", conta Mariana. A jovem atualmente trabalha na empresa e ainda ajudou a coordenar um projeto de participação voluntária com todos os trabalhadores, um projeto estilo "Adote uma criança".

O trabalho voluntário enriquece o currículo de jovens, além de ser um ato solidário e uma prática prazerosa. Um estudo feito em 1996 pelo Centro de Pesquisa Motivacional revelou que 7% dos jovens brasileiros estavam envolvidos em algum trabalho voluntário. E 54% dos que não estavam manifestaram interesse em participar de algum projeto desta natureza.

"Devemos incentivar a participação dos jovens no processo de solidariedade, para que transformemos o nosso país", diz Felipe Mello, coordenador do projeto Doutores Cidadãos. "É preciso conquistar nas mentes e corações dos jovens o interesse pelo coletivo. Para tanto, faz-se necessária a exposição de referenciais, para que os jovens não concentrem sua idolatria em artistas e jogadores de futebol. Estes, com raríssimas exceções, são espantalhos incapazes de cantar o hino nacional e não podem oferecer muito do que cabelos sedosos e glúteos torneados".

Mariana diz que ser voluntário é um diferencial e dá uma grande dica aos jovens que nunca pensaram em fazer parte. "Aconselho a todos que nunca doaram um pouquinho do seu tempo, amor, conhecimento a outro ser humano, que parem e repensem alguns conceitos".

Envie cartões para as pessoas que se dedicam ao voluntariado e agradeça pelo trabalho realizado.

:: Escrito por UOL Cartões às 19h05
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 03/12/2008

UOL Cartões fala de superação

O UOL Cartões fez uma reportagem para este dia 3 de dezembro que é o Dia Internacional dos Deficientes, a fim de que o leitor conheça histórias de vidas e veja como é necessária a inclusão destas pessoas na sociedade para que encontrem a superação diária.

A 37ª Sessão Plenária Especial sobre Deficiência da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas declarou no dia 14 de outubro de 1992 que o dia 3 de dezembro deveria ser instaurado como Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Com este ato, a Assembléia considera que ainda falta muito para se resolver os problemas dos deficientes e que não pode ser deixado de lado.

Cerca de 24,6 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total, apresentam algum tipo de incapacidade ou deficiência. Esses dados são do censo do IBGE realizado em 2000.

Os tipos de deficiências nesta pesquisa são analisados em pessoas com ao menos alguma dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se ou que possuem qualquer tipo de deficiência física ou mental. Dentre os 24,6 milhões de deficientes, um total de 77,7% de pessoas portadoras de deficiência física adquiriu a lesão ao longo da vida, contra 22,3%, que são portadores de deficiência congênita, aquelas provenientes desde o nascimento.

Os principais tipos de acidentes que causam a deficiência física nos brasileiros são os domésticos, de trânsito, de trabalho e de violência urbana. Sendo que 11,7% referem-se a acidentes; 25,9% a acidentes de trânsito; 9,1% são provenientes de violência urbana e 1,9% de mergulho em águas rasas. Já 44,5% das causas da deficiência física são provenientes de doenças.

"O deficiente que sofreu algum tipo de lesão e ficou com alguma seqüela devido ao acontecimento de acidentes deve ter um acompanhamento intenso, pois ele não tinha esta condição anteriormente, ele não nasceu assim. Por isso para se adaptar a essa nova condição, o deficiente deve ter o acompanhamento de profissionais de fisioterapia e psicologia. Com isso, a superação pode ser conquistada aos poucos, seja voltando a condição anterior ou se adaptando a nova realidade", afirma a fisioterapeuta da Clínica de fisioterapia da Universidade Metodista de São Paulo, Tatiana Cumilanni Azedo.

A superação da nova condição física ou mental pode ser vista de formas diferentes. Em entrevista com alguns deficientes, todos vêem a superação como voltar a andar ou ao menos recuperar parte das atividades diárias. Nenhum deles perdem a esperança mesmo estando com o caso mais crítico de deficiência.

Talita Abreu tem 20 anos e levou um tiro nas costas de seu ex-namorado ficando tetraplégica. Ela não perde as esperanças e a superação é voltar a andar. "Eu nunca pensei que ia ficar desse jeito. Não acredito que eu vou ficar desse jeito, não. Nunca passou pela minha mente 'eu vou ficar desse jeito para sempre em cima de uma cama'."

"Não vou perder jamais o desejo de voltar a andar. Eu acho que é até isso que motiva a gente. Pelo menos voltar a vida social, voltar a freqüentar festinha de novo, shopping e fazer menino", afirma Antônio Roberto Bueno, 47 anos, que sofreu um acidente em seu trabalho e ficou tetraplégico.

Alexandre Taniguchi tem 22 anos e é estudante de Engenharia Mecatrônica da Unicamp. Ele sofreu lesão da sexta e sétima vértebra da coluna, quando pulou em uma piscina e bateu com a cabeça no fundo dela, ficando paraplégico. Sua caminhada para conseguir aceitar e se adaptar diante da deficiência foi dura, mas ele não se esquece que assistir um vídeo-documentário foi uma de suas maiores motivações. "Um amigo que jogava rugby e também é cadeirante, me indicou o documentário 'Murderball-Paixão e Glória' para que eu assistisse e percebesse que o vídeo poderia me motivar a ir além das minhas restrições físicas. Acho que a essência passada no filme faz com que percebamos o quanto ainda somos importantes, mesmo com limitações".

"Murderball - Paixão e Glória" é um documentário que mostra este mundo, com uma diferença: são jogadores especiais, em cadeiras de rodas, que buscam também na prática um sentido maior para as suas vidas ou, ao menos, um apoio emocional. Nem por isso, contudo, as partidas são menos disputadas. 

Motive com um cartão aqueles que estão se superando e também aqueles que passam diariamente pelas dificuldades impostas na sociedade para os deficientes.  

:: Escrito por UOL Cartões às 17h01
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 27/11/2008

Participe de nossa "corrente do bem" contra o câncer

Participe de nossa "corrente do bem" contra o câncer

Os diferentes tipos de câncer são a segunda principal causa de mortes do mundo, de acordo com um relatório divulgado este ano pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Só perdem para as doenças cardiovasculares.

Embora os dois tipos de câncer mais incidentes no mundo sejam o de mama e o de próstata, os que mais matam são o de pulmão e o de estômago. O de pulmão, inclusive, deve-se muito ao consumo de cigarros, um mal que já vitimou mais de 100 milhões de pessoas. Atualmente, mata 3,5 milhões ao ano, número superior à soma das mortes provocadas pelo vírus da Aids, pelos acidentes de trânsito, pelo consumo de álcool, cocaína e heroína e pelo suicídio. Só no Brasil, morrem cerca de 200 mil pessoas em decorrência de doenças relacionadas ao fumo.

Como UOL Cartões preza pela sua saúde e não quer vê-lo com problemas, neste Dia Nacional de Luta Contra o Câncer separamos alguns cartões para você se sentir estimulado a abandonar o vício ou tentado a convencer algum familiar ou amigo a deixá-lo de lado:


Agora, se infelizmente você tiver um conhecido que está doente e precisando de um pouco de carinho e atenção, você pode enviar um postal a ele como uma "corrente do bem", para frente, positiva, e emanar a melhor das energias para que ele se recupere o mais rápido possível e possa voltar a alegrar sua vida:

:: Escrito por UOL Cartões às 11h42
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 25/11/2008

UOL Cartões incentiva: seja um doador de sangue

UOL Cartões incentiva: seja um doador de sangue

O Dia Nacional do Doador de Sangue é comemorado nesta terça-feira (25). O Ministério da Saúde lançou a data e também instaurou uma semana inteira para incentivar a doação de sangue.

Cinco ministérios (Saúde, Defesa, Educação, Trabalho e Emprego e dos Esportes), três confederações nacionais de empregadores (Indústria, Agricultura e Comércio) e três centrais sindicais (CUT, CGT e Força Sindical) assinaram Termo de Compromisso pela execução de uma série de atividades para conscientizar a população da importância da doação de sangue, um ato solidário que pode salvar vidas.

Para aquelas pessoas que desejam doar sangue, faz-se necessário pesar mais que 50 quilos; ter mais de 18 e menos de 60 anos; estar em boas condições de saúde e estar descansado e alimentado.

O médico responsável pelo Banco de Sangue do Hospital Estadual Mario Covas em Santo André, Toebaldo Carvalho, explica que é feito um cadastro anterior a doação. “Quando o voluntário faz a doação, ele realiza um cadastro, uma pré-triagem para medir a pressão, pulso. Depois um questionário é aplicado por médicos e enfermeiras como forma de uma triagem clínica. O voluntário é encaminhado para uma sala de doação onde é feito o teste de anemia e o sangue é levado para a análise, o que define se está apto ou não a doar”.

De acordo com a Fundação Pró-Vida, um dos principais hemocentros de São Paulo, a ciência avançou muito e fez várias descobertas. Mas ainda não foi encontrado um substituto para o sangue humano. Por isso, sempre que precisa de uma transfusão de sangue, a pessoa só pode contar com a solidariedade de outras pessoas. Doar sangue é simples, rápido e seguro. Mas, para quem o recebe, esse gesto não é nada simples: vale a vida.

Camila Fiochi tem 21 anos e sabe a importância de se doar sangue. Ela já doou cerca de três vezes, mesmo com medo de agulha. “Fico gelada antes de doar, mas sei que é uma boa causa e que muita gente será ajudada com essa atitude”.

Para agradecer a todos os doadores, UOL Cartões tem diversos cartões para que você seja solidário também e agradeça aquele que poderá salvar sua vida. Seja doador voluntário. Seja doador voluntário, você pode salvar vidas.

:: Escrito por UOL Cartões às 19h06
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 24/11/2008

UOL Cartões entrevista: Pryscila

UOL Cartões entrevista: Pryscila

Quem disse que mulher não sabe desenhar? Mais, que não pode trabalhar profissionalmente com desenho? Apesar de poucas realmente atuantes no mercado, principalmente de humor gráfico, a classe feminina está bem representada e esbanja talento. Pryscila Vieira é a maior prova desta afirmação. Cartunista de Curitiba, ela empresta há alguns meses sua grande capacidade criativa ao UOL Cartões. Em destaque no cenário do desenho por conta da sua cria mais famosa, a boneca Amely, Pryscila falou abertamente conosco sobre os mais variados assuntos e aproveitou para comentar sua boa fase. Confira!



UOL Cartões - Você parece ser bem nova. Qual é a sua idade?

Pryscila - Esta pergunta não se faz para uma dama (pelo menos não para as que têm mais de trinta).

UOL Cartões - Quando surgiu o interesse pelo desenho? Você sempre desenhou?

Pryscila - Tenho uma história comum entre vários cartunistas: desenho desde criancinha. E continuo com idade mental de 10 anos. Só que eu desenhava melhor aos dez anos... Eu acho.

UOL Cartões - Conte-nos os principais veículos para os quais trabalha/trabalhou.

Pryscila - Trabalhei por cinco anos na "Gazeta do Povo", do Paraná. Fiz vinhetas animadas para a Rede Globo [imagem ao lado] durante sete anos. Os Plim-Plins, sabe? Agora publico no "Metro" internacional na cidade de São Paulo (o "Metro" é o maior jornal do mundo segundo o Guinness [o livro dos recordes mundiais] – 21 milhões de exemplares distribuídos por dia!). Também publico no "SexToy". Faço ilustrações publicitárias para as principais agências de publicidade do país também. E, agora, ando publicando no site "papodehomem".

UOL Cartões - Em algum momento da sua vida (seja ele na fase em que decidiu se tornar ilustradora ou quando já trabalhava profissionalmente), você chegou a pensar que poderia sofrer preconceito na sua área de atuação pelo fato de ser mulher? Pensou em desistir por causa disso?

Pryscila - Nunca tive problemas por ser uma mulher nesta área dominada quase exclusivamente por homens. Na verdade fui descobrindo aos poucos que existem poucas mulheres fazendo humor gráfico. E eu sinceramente não me incomodaria com preconceito. Isso é coisa de gente burra. Eu passaria por cima, caso acontecesse. Jamais desistiria de uma meta por motivo algum. Sou de Curitiba, interior do Brasil. As coisas geralmente acontecem muito no Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre. Mas, com o advento da Internet, poderia morar em qualquer caverna e teria trabalho do mesmo jeito.

UOL Cartões - A família influenciou negativamente, a forçando a procurar outros ofícios?

Pryscila - Até quiseram que eu fizesse arquitetura para que explorasse o dom do desenho. Mas, quando botei um banheiro no meio da cozinha na planta da casa da praia que meus pais pediram para eu criar, aí eles acharam melhor que fosse cartunista mesmo.

UOL Cartões - Você já se sentiu diminuída em alguma negociação de trabalho ou algum tipo de preconceito por ser mulher? Como reagiu?

Pryscila - Nunca me senti diminuída. Tenho 1.80 m. O difícil é suportar cantadas. Sou praticamente o clone da Pamela Anderson com o Q.I. do Einstein, entende?

UOL Cartões - Embora digam que as mulheres têm mais sensibilidade para as artes, o que se vê é que há poucas delas trabalhando com ilustração e mais voltadas às artes plásticas. É isso mesmo?!

Pryscila - Mulher acaba desenhando mais história infantil e criando personagens infantis. Cartunistas é que são raras. Mulheres não têm se dedicado ao humor gráfico, historicamente falando.

UOL Cartões - Por que você acha que há esta "divisão" no mercado? Acha que foi um processo "forçado" ou natural, sem intenção?

Pryscila - Acho que é natural, fato intrínseco ao ofício da maternidade e ao foco da mulher na família. O humor acaba sendo item supérfluo no pacote básico de sobrevivência da mulher, tão sobrecarregada de tarefas que demandam extrema responsabilidade e tempo.



UOL Cartões - Qual(is) seria(m) a(s) grande(s) vantagem(ns) da mulher com relação ao homem neste tipo de trabalho?

Pryscila - Sensibilidade, cintura e peitos. As desvantagens são a celulite e a TPM, que leva o bom humor de qualquer um embora.



UOL Cartões - Você tem um trabalho fortemente dotado de humor, de situações engraçadas. Se já é difícil encontrarmos mulheres ilustradoras, o que diremos de cartunistas. Por que você escolheu trabalhar diretamente com humor?

Pryscila - Você não escolhe o humor. O humor é que te escolhe, baby (risos).

UOL Cartões - O humor é uma característica sua no dia-a-dia, ou seja, você é mesmo extrovertida, procurar ver sempre o lado bom das coisas, ou é um traço de sua personalidade que só se nota nos seus trabalhos?

Pryscila - Geralmente os humoristas que tenho encontrado não levam trabalho para casa. São bem sérios. Parecem contadores fora do horário comercial. Em compensação, alguns poucos são completamente alucinados o tempo todo. Só vejo o lado ruim das coisas. E meu trabalho consiste em rir para não chorar. Logo, procuro transformar a tragédia em comédia. E este é um comportamento padrão, no horário comercial ou não. Cobro entrada de R$ 5,00 para qualquer um que entre na minha casa. A diversão é garantida no circo da Pryscila.

UOL Cartões - A boneca inflável Amely talvez seja a sua personagem de maior repercussão hoje. De onde veio a inspiração para a personagem? Ela é autobiográfica (risos)?

Pryscila - Todo mundo pergunta se a Amely é meu alter ego. Mas a inspiração para a Amely vem exatamente do drama da mulher moderna. Ela é porta-voz de todas as mulheres que se sentem traídas pelas próprias conquistas.

UOL Cartões - Quais artistas influenciam o seu trabalho?

Pryscila - Afe! São tantos! Mas meu xodó é o Ziraldo.

UOL Cartões - Você é muito bonita e certamente poderia ter investido na carreira de modelo. No entanto, preferiu o ofício do traço, dos desenhos. Ficamos com a sensação de que as passarelas perderam um grande talento, mas, em compensação, ganharam uma brilhante humorista gráfica. Arrepende-se de alguma coisa? Você sente prazer no que faz?

Pryscila - Não me arrependo porque não sou tão bonita quanto as pessoas acham que sou. Na verdade sou uma mistura heterogênea de Aracy de Almeida, Corcunda de Notre-Dame e Chupa-Cabras. Pago um salário mínimo para que uma vizinha gostosa me represente nas reuniões, encontros, fotos para imprensa, entrevistas na TV etc. A verdadeira Pryscila esconde-se num abrigo nuclear russo e tem um terceiro peito na nuca... O que não deixa de ser sexy, né?

UOL Cartões - Desenhistas costumam perder boas horas de tempo e sono na prancheta, desenvolvendo trabalhos que, muitas vezes, são para "ontem". Os homens do mundo querem saber: você tem namorado? Se não, um eventual pretendente também precisa ser desenhista para entender os seus compromissos?

Pryscila - Voltei a namorar o ex-marido. Agora estou com uma dúvida: como o designo? Bem, de qualquer maneira ele entende os meus ímpetos de tomar nanquim no café da manhã, de publicar impiedosamente as histórias dele nas tirinhas e de rabiscar as paredes do quarto. Acho que isso basta para me sentir amada e para amá-lo. Ah, e ele desenha um bonequinho de palito como ninguém!

UOL Cartões - Quando não está desenhando, o que gosta de fazer?

Pryscila - Tomar e babar Todinho, assistindo Muppets-primeira temporada.

UOL Cartões - Com relação ao nosso produto, o que você mais gosta? E o que menos gosta?

Pryscila - Gosto de tuuuuuudinho!!!!

UOL Cartões - Quais conselhos e dicas daria para as pessoas que gostariam de trabalhar com arte? O que é preciso para ser bem-sucedido na profissão? Ter boas referências é fundamental ou pode-se criar um estilo próprio independente?

Pryscila - Estudar sempre. Ver as coisas boas tem que ser algo natural, todo dia, toda hora. Deve-se estar sempre atento, de uma lagartixa perneta que sorri para você na parede até para um quadro do Van Gogh que também sorri para você na parede. Há de se achar beleza em tudo. Deve-se observar tudo com um olhar crítico e isso deve ser natural, não forçado. Isso é estudo. Isso é referência.

Agora que você conhece um pouco mais sobre a carreira de Pryscila, conheça alguns cartões produzidos exclusivamente por ela para a nossa página:

:: Escrito por UOL Cartões às 11h09
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 21/11/2008

Faça o quiz musical e teste seus conhecimentos

Faça o quiz musical e teste seus conhecimentos

Rock, samba/pagode, pop, sertanejo, eletrônico, funk, mpb, axé e forró. Gêneros que fazem parte do mundo da música e agitam para que ninguém fique parado. E, neste sábado (22), devemos parabenizar aqueles que fazem as melodias, letras, ritmos e sons: os músicos. Sem eles, com certeza, você não estaria ouvindo a sua música favorita.

Para você que curte música ou é um músico, UOL Cartões elaborou um quiz de dez questões para verificar seus conhecimentos musicais. Teste se você tem talento para a área ou precisa se inteirar mais sobre o mundo da música.

Quiz

1-) Em que ano foi lançada a banda Guns N'Roses?

a-)1989
b-)1985
c-)1980
d-)1984


2-) Como é o nome completo da cantora Madonna?

a-) Madonna Louise Veronica Ciccone
b-) Veronica Louise Ciccone
c-) Louise Madonna Ciccone
d-) Rebbeca Madonna Veronica Ciccone

3-) Quais eram os componentes da banda "The Jackson Five"?

a-) Ralf Jackson, Kevin Jackson, Jermine Jackson, Marlon Jackson, Michael Jackson, Randy Jackson
b-) Ralf Jackson, Kevin Jackson, Jermine Jackson, Lucy Jackson, Michael Jackson, Randy Jackson
c-) Jackie Jackson, Tito Jackson, Kevin Jackson, Marlon Jackson,  Michael Jackson, Randy Jackson
d-) Jackie Jackson, Tito Jackson, Jermine Jackson, Marlon Jackson,  Michael Jackson, Randy Jackson

4-) Quais foram os músicos brasileiros presos na época do regime militar?

a-) Gilberto Gil e Caetano Veloso

b-) João Gilberto e Tom Zé

c-) Caetano Veloso e João Gilberto

d-) Gilberto Gil e João Gilberto

5-) Qual é o nome do casal que compõe a banda Calypso?

a-) Champinha e Joelma

b-) Chimbinha e Joelma

c-) Chimbinha e Cloelma

d-) Champinha e Elma


6-) Ivete Sangalo fez seu DVD com participações especiais dos cantores Durval Lélis, Saulo Fernandes (Banda EVA), Samuel (Skank), MC Buchecha e a atração internacional Alejandro Sanz. Onde foi a gravação?

a-) Maracanã

b-) Pacaembu

c-) Parque Antártica

d-) Morumbi


7-) Qual foi o álbum de música sertaneja que foi indicado ao Grammy Latino?

a-) Dudu Falcão, "Coisas que Eu Sei"

b-)  Djavan, "Delírio dos Mortais"

c-) Maria Rita, "Samba Meu"

d-) Victor & Leo, "Ao Vivo em Uberlândia"

8-) Qual é o estilo de forró tocado pelo grupo Falamansa?

a-) baião de dois

b-) pé de serra

c-) universitário

d-) eletrônico

9-) Qual é a música do DJ Tiesto que está nas paradas de sucesso?

a-) In the Dark

b-) In the Hell

c-) The element's dark

d-) Close To You

10-) Qual grupo fez sucesso com as músicas "Wanna be" e "Who Do You Think You Are" na década de 90, se separou  e hoje voltou para fazer uma turnê de despedida?

a-) Go go dolls

b-) Pussycat dolls

c-) Spice Girls

d-) RBD

Respostas: 1-) b; 2-) a; 3-) d; 4-) a; 5-) b; 6-) a; 7-) d; 8-) c; 9-) a; 10-) c

Se você acertou:

1 a 4 = Ainda tem que conhecer mais sobre a música mundial para ser um crítico consagrado.

5 a 8 = Você é perspicaz e conhece de tudo um pouco. Tem grande talento para falar e escrever sobre o assunto.

8 a 10 = Parabéns! Você é um conhecedor nato sobre música. Por que não segue carreira? Escolha seu estilo e comece a soltar a voz.

:: Escrito por UOL Cartões às 20h50
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 19/11/2008

Dia da consciência de todos

Dia da consciência de todos

Hoje é Dia da Consciência Negra, feriado em 360 cidades de 18 Estados brasileiros. Mas, muito além de ser um mero dia de descanso (ou agito para outros), 20 de novembro é um dia para refletir. Como o nome denuncia, dia para se pensar sobre a situação dos negros e o que pode ser feito para melhorar suas vidas e acabar com o preconceito –que ainda é muito grande na nossa sociedade.

Consciência Negra por quê?

Principalmente durante o período da escravidão no Brasil, os negros sofreram inúmeras injustiças. E, às custas do seu sofrimento, foi erguido tudo o que havia naquela época. Os negros resistiram de diversas formas, nas muitas revoltas, fugas e com a formação de quilombos. Assim surgiu o Quilombo dos Palmares e o seu sonho de liberdade, que teve como principal líder Zumbi.

A data de 20 de novembro foi inicialmente escolhida em 1978 pelo Movimento Negro Unificado para lembrar o dia em que o líder do Quilombo dos Palmares foi assassinado, em 1695. "Serve para homenagear um brasileiro negro que lutou e morreu por valores fundamentais da humanidade de negros, brancos e índios. Alguém que dispôs a própria vida para combater a violência e opressão contra seres humanos", explica José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, localizada na capital paulista. "Zumbi lutou pela vida, liberdade, dignidade e autonomia de brasileiros, negros ou não. É um herói; mártir nacional".

A questão da igualdade voltou a chamar a atenção quando o pastor norte-americano Martin Luther King defendeu ao mundo os direitos civis e a resistência não-violenta contra a opressão racial. Mas, assim como Zumbi, teve o mesmo fim: foi assassinado em 1968 por um branco que havia escapado da prisão.

Muito tempo se passou, mas a situação dos negros no mundo ainda é marcada por fortes desigualdades. Segundo dados da Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, feita pelo IBGE), o analfabetismo entre os jovens negros ainda é quase duas vezes maior do que entre os brancos. Eles também têm um rendimento médio mensal quase duas vezes menor (1,8 salários mínimos contra 3,4 dos brancos e pardos) e a quantidade de negros e pardos no grupo dos 10% mais pobres e entre o 1% mais rico explicita ainda mais as diferenças raciais no Brasil. Somente 12% de negros e pardos estão entre o 1% mais rico, enquanto os brancos formam 86,3% do grupo. Já entre os 10% mais pobres figuram 73,9% de negros e pardos contra 25,5% de brancos. "As últimas pesquisas falam por si só e confirmam que nosso país ainda mantém estruturas e práticas racistas e discriminatórias contra os negros nos mais variados espaços sociais", avalia José Vicente.

A recente eleição do presidente Barack Obama nos Estados Unidos renova as esperanças por um mundo melhor. "Barack Obama é o ideal de Martin Luther King e pode, sim, contribuir para um Estados Unidos e um Brasil mais justo e igualitário para os negros", diz Vicente. Enquanto estes dias mais iguais não chegam, você pode fazer uso de nossos cartões sobre a consciência negra e espalhar esta mensagem positiva para todos. Confira nossas sugestões:

:: Escrito por UOL Cartões às 13h15
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 18/11/2008

Você gosta de música? Seu lugar é aqui!

Você gosta de música? Seu lugar é aqui!

Quase todo mundo gosta de música. Difícil encontrar alguém que se mantenha indiferente com a sonoridade, que recuse um convite para ir a um show com sua banda predileta, que não se recorde daquela canção que embalou uma paquera, um namoro, um "casinho" de verão. A música está sempre presente em nossas vidas e diretamente ligada aos sentimentos, ao campo das emoções.

Alê, nossa nova ilustradora, percebeu esta sintonia e nos produziu um cartão próprio para a Semana da Música, comemorada de 16 a 22 de novembro.


Mas nem só de poesia vive UOL Cartões. Temos também artes para os amantes do rock’n’roll, da axé music, do pop. Fique de olho em nossas sugestões e envie-as para os amantes da boa música:

:: Escrito por UOL Cartões às 14h21
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 17/11/2008

Brasileirão chega à reta final; comemore e sacaneie!

Brasileirão chega à reta final; comemore e sacaneie!

O Campeonato Brasileiro deste ano tem reservado muitas emoções para os amantes do futebol. Na ponta de cima da tabela, equipes se engalfinham em busca do tão sonhado título e/ou uma vaga na Libertadores do próximo ano. Na ponta debaixo, outros esquadrões lutam ferozmente para sair da "zona da degola" e livrar o pescoço do vexame de disputar a Série B em 2009.

O mais gostoso é terminar o final de semana e poder ter a chance de caçoar do seu companheiro de trabalho, do seu amigo, do seu vizinho na segunda-feira, não é?! Isto, claro, se seu time ganhar. Agora, se ele perder, não falta vontade de sair correndo para se enconder por aí e evitar tanta gozação.

UOL Cartões tem uma vasta galeria de cartões de futebol, que servem para todas as ocasiões. Na galeria "Comemorações" o internauta encontra opções de enaltação do clube do coração. Ótimos para os dias de resultados positivos, de grandes feitos, marcas históricas e troféus erguidos.

Já na galeria "Provocações", o nome denuncia: cartões típicos para tirar o sarro daquele time looser.

Sorte de uns, azar de outros. Para que você não tenha que se preocupar em procurar o cartão mais adequado para o dia de hoje, separamos quatro opções. Uma para os torcedores do São Paulo, que, depois de um começo de campeonato irregular, assumiu a liderança do Brasileirão (e parece não querer abandoná-la mais). Outra para o Grêmio, que ficou muitas rodadas na primeira posição, mas bobeou na reta final e, agora, luta com todas as forças para alcançar a equipe do Morumbi antes que seja tarde demais.

O Flamengo também foi homenageado com um cartão, depois de aplicar uma acachapante goleada de 5 a 2 sobre o Palmeiras, que saiu do chamado G-4 (grupo dos quatro primeiros classificados). Para não perdermos o espírito do bom-humor, tiramos o sarro do Vasco, o melhor entre os piores na tabela.

:: Escrito por UOL Cartões às 13h58
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 14/11/2008

UOL Cartões em prol do Dia Mundial da Diabete

UOL Cartões em prol do Dia Mundial da Diabete

O Dia Mundial da Diabete é comemorado nesta sexta-feira (14) com inúmeras atrações espalhadas por 155 países que fazem parte de associações-membros da International Diabetes Federation (IDF), entidade vinculada a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, cerca de 100 lugares lembrarão a data com uma iluminação azul que simboliza a unidade da comunidade global em resposta à epidemia do diabetes.

Neste ano, a data tem como tema a “Diabetes em Crianças e Adolescentes”. Ela foi criada devido ao impacto que a diabete causa entre a população e com isso, chamar a atenção das autoridades. “Em 2007, a OMS observou que a doença estava tendo o mesmo impacto na sociedade que a AIDS na década de 90. Assim, foi preciso mostrar para as autoridades o que estava acontecendo e o dia é celebrado no mundo inteiro”, afirma o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabete do Rio de Janeiro, João Regis Carneiro.

O Dia Mundial do Diabetes conta com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas) que reconheceu o diabetes como uma doença crônica, debilitante, de alto custo e complicações severas, que precisa ser contida rapidamente. Segundo Carneiro, as projeções para os próximos 20 anos são de um aumento de 50% de pessoas com a doença e no Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas são portadoras da doença e aparecem 500 novos casos por dia.

Nesta sexta, muitos lugares terão atividades o dia todo com informações de formas de prevenção, medição de glicemia, diagnóstico, orientação de cuidados e fisioterapia. Conheça aqui os locais que terão a programação.

 Além disso, no mundo inteiro serão iluminados com a luz azul cerca de 880 monumentos. Entre eles estão o Cristo Redentor e o Pão de açúcar(serão iluminados juntos às 18 horas), no Rio de Janeiro, o Masp, em São Paulo, Sydney Opera House, na Austrália, e do London Eye, em Londres e o Elevador Lacerda, na Bahia. 

De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabete, os casos de diabete podem ser prevenidos. “Cerca de 80% dos casos poderiam ser prevenidos com exercícios físicos. E com a campanha queremos diminuir também os gastos com a mesma que no Brasil são 40 bilhões anualmente”.

 Saiba mais sobre a doença, como se prevenir, a importância da atividade física, onde se consultar e custos do tratamento no site da Sociedade Brasileira de Diabete. O UOL Cartões abraçou a campanha e colocou uma vela acesa aqui. Além disso, temos um cartão exclusivo mostrando que o “docinho” pode ser substituído pelo amor da pessoa amada. Que tal?


:: Escrito por UOL Cartões às 19h43
[] [envie esta mensagem] []

Data do texto 12/11/2008

UOL Cartões entrevista: Neder

UOL Cartões entrevista: Neder

UOL Cartões é bastante aceito entre os internautas sobretudo por sua diversificação de estilos e técnicas. Quem acessa a página encontra desde cartões com traços infantis até os de conteúdo mais adulto. No meio desta miscelânia estão as intervenções com fotografias. Rodolfo Neder faz parte desta escola e alia como ninguém um texto fino à força da imagem.

 

 

Crédito: José Luiz Vergani

 

Nesta entrevista exclusiva que nos concedeu por e-mail, este argentino de alma brasileira mostra que é possível, sim, chegar à melhor idade em plena atividade e, o mais importante, que a vida pode ser encarada com boas doses de humor. 

 

UOL Cartões – Diga seu nome completo e profissão.

 

Neder - Sou Rodolfo Felipe Neder, cineasta, (fotógrafo e diretor de fotografia) e publicitário.

 

UOL Cartões – Como você definiria seu trabalho na Internet? 

 

Neder - Não sei. Talvez um publicitário na Internet. Alguns dizem que é "arquitetura da informação", mas me parece ribombante e exibido para quem só gosta de comunicar. Ou seja, toda a minha vida fui um comunicador, seja no cinema, dando aulas, como publicitário ou como fotógrafo.

 

UOL Cartões – Qual é a sua idade?

 

Neder - Pô, muita para o meu gosto, mas a idade é aquela que está na carteira de identidade (72). Na cabeça, um pouco menos.

 

UOL Cartões – Você é argentino, certo? Quando veio para o Brasil? Por que teve de deixar a Argentina e o que encontrou aqui quando chegou? Quais foram as principais dificuldades?

Neder - Não, não é certo, eu sou [itálico do artista] brasileiro naturalizado por livre e espontânea opção. Nacionalidade que me foi outorgada pelo grande Paulo Brossard, quando ministro [da Justiça], pós-ditadura e pelo povo brasileiro. Neste ponto devemos ser um pouco mais prolixos na idéia. Sim, nasci na Argentina, num meio rural e de parto normal, com parteira, num povoado em Santa Fé que nem município é até hoje. O nome é Carlos Pellegrini, mas, quando adulto, me dei o direito de optar pela nacionalidade e me sinto bem confortável com essa opção.

Deixei a Argentina em maio de 1961. Vocês perguntam dificuldades? Respondo, todas [itálico do artista] as que um imigrante tem. Você praticamente nasce de novo: aprende um idioma, há uma vasta e rica cultura a qual você deve se adaptar, amigos novos e comidas novas, tem de se inserir no mercado de trabalho, etc, etc, etc. É preciso uma dose de coragem grande para tornar definitiva a sua estada na terra que te encantou.

Sinto, hoje, com o passar dos anos, que não saí de lá [Argentina]. Eles (generais, torturadores e ladrões) me expulsaram. Como viver num país nesse estado? Ou seja, no Brasil ganhei a vida em todos os sentidos.

UOL Cartões – Fale um pouco sobre a sua trajetória de vida e profissional no Brasil, ou seja, os principais veículos para os quais trabalhou, os produtos que desenvolveu, enfim...

Neder - Meus caro, foram tantos...Vamos lá, deixa a minha memória se expandir, como se fala hoje. Assim que cheguei, fui imediatamente fazer documentários pelo Brasil todo. Na época não havia a mediocridade da TV e os "Globos-Repórteres" que hoje proliferam na telinha. Estes documentários passavam no cinema como complementos de programação. Depois, fiz vários longa-metragens como diretor de fotografia que ainda passam no Canal Brasil na madrugada e que deve ser assistidos só pelo operador sonolento. No final dos anos setenta entrei definitivamente em publicidade como Diretor do Departamento de Rádio e TV de todas as agências que trabalhei. Depois, vim para Sampa e aí foi a vida de publicitário adulta em grandes agências e grandes contas: Alcântara Machado, Salles, Pão de Açúcar. Fiz mais de 900 comerciais. Um dia cansei  e, com minha ex-mulher, fomos viajar e conhecer onde acaba o mundo aí na Patagônia, a 4 mil quilômetros da Praça da Sé. Quando voltamos, não quis ser mais empregado de agência. Porém, continuei publicitário, como até hoje, mudando e atualizando sempre as ferramentas da comunicação.

 

 

Neder assina a direção de fotografia do filme "Rio, Verão & Amor" (1966). Ziraldo fez a arte para o pôster e o roteiro final




Curta feito sobre o mural do Canecão (RJ), criado pelo humorista Ziraldo e produzido e dirigido por Rodolfo Felipe Neder

UOL Cartões - Você trabalha como publicitário. Tem formação na área? Até que ponto acha que a faculdade auxilia na capacitação para o mercado de trabalho?

 

Neder - Claro que tenho formação, imagine! Para ser publicitário estudei Direito e Cinema com grandes mestres. Fui chefe do Laboratório do Instituto de Cinema e professor da Escola de Cinema. Também fui programador musical da Rádio da Universidade Del Litoral em Santa Fé. Um dos meus professores era um cego chamado Jorge Luis Borges e que nunca ganhou o Prêmio Nobel.

 

A faculdade é fundamental, mas como um centro de formação "integral"; não apenas na conquista de um canudo. As faculdades, sinto, devem ser centros de formação e atualização cultural também. 

 

UOL Cartões - Qual a relação da publicidade com os cartões do UOL? Em que pontos esta sua bagagem profissional facilita na produção das artes para o portal?

 

Neder - Sim, há uma relação direta. A comunicação publicitária é um exercício permanente de uso preciso das palavras. Poucas, e que expressem a idéia. 

 

UOL Cartões - Você também tem uma parceria com o cartunista Millôr? Como o conheceu e como é a relação de vocês? Mudou com o tempo?

 

Neder – É mais que uma parceria. Tenho com o Millôr uma grande amizade de mais de quarenta anos. Conheci primeiro o Van Gogo [nome que Millôr Fernandes adotava eventualmente],  quando eu o lia na Revista Cruzeiro em castelhano e estudava direito, lá pelos anos 50. Sabiam que havia uma edição em castelhano? Pois bem, quando aterrisei no Rio de Janeiro num avião da FAB (Força Aérea Brasileira), rapidamente me integrei à turma dos humoristas do Rio. Aí ele tinha abandonado o Van Gogo e definitivamente passou a ser Millôr. Nessa época editei para o castelhano dois livros de humor: um do Millôr e outro de Jaguar. Se não me engano, a editora se chamava Nueva Senda.

 

 

Neder e equipe Casulo em cerimônia de entrega de prêmio de melhor site para Millôr

 

[continua...]

:: Escrito por UOL Cartões às 13h51
[] [envie esta mensagem] []

UOL Cartões entrevista: Neder

UOL Cartões entrevista: Neder

UOL Cartões - Há quanto tempo você produz cartões para o UOL? O que você mais gosta em UOL Cartões? E o que menos gosta?

 

Neder - Não posso precisar, talvez uns dois anos. Cartões com desenhos são bem feitos, mas sempre têm um ar infantil, coisa que o próprio público não é. Quando um cara quer enviar um cartão ele deseja mandar um pedaço real [itálico do artista] de seus desejos ou ironia para um amigo ou parceiro.

 

UOL Cartões - Quais temas de cartões lhe despertam mais simpatia e familiaridade? E os menos?

 

Neder - Todos aqueles que se referem ao mundo adulto e contemporâneo. 

 

UOL Cartões - Quem observa seu trabalho constata uma presença constante das fotografias nele. O que elas representam para você? E para o seu trabalho?

 

Neder - Adorei! Meu caro, a fotografia marca os grandes momentos da humanidade, marca as verdades de cada dia, quer ver?

 

 

Esta foto pôs fim à guerra do Vietnã. Tocou fundo na consciência dos americanos que não suportaram continuar com a guerra.

 

 

Nesta outra, um jovem chinês parou seis tanques e mostrou ao mundo que na China não há liberdades. Depois desta foto, eles abriram um pouquinho o regime.

 

A fotografia continua sendo, independentemente da plataforma utilizada, o mais perfeito registro da vida e que o cinema traz pra si, dando movimento.

 

UOL Cartões - Outro traço marcante de suas produções é o uso da ironia --na imagem e, principalmente, no texto. Por quê?

 

Pessoalmente, vejo a vida pelo avesso, sempre fui assim. Gosto de pensamentos próprios e dos que pensam por si mesmos. A ironia é uma forte ferramenta com a qual todos riem ou pensam no ridículo. Eu sou assim, nasci já com ironia. Nasci no Dia de Finados, não acha uma ironia?

 

UOL Cartões - No Brasil, tem-se uma visão preconceituosa de que idade avançada não combina com temas picantes, com diálogos abertos sobre sexo e afins. Em outras palavras, é dizer que idoso não pode falar de sexo e muito menos fazê-lo. Muitos dos seus cartões, no entanto, provam que a maioria está errada e apresentam, até descaradamente, abordagens com conotação sexual. Como você lida com isso? O que tem a dizer sobre o que as pessoas pensam?

 

Neder - No Brasil, meu caro, velhinhos jogam dominó ou fazem crochê, ganham de presente no aniversário meias ou água de colônia vagabunda e todo mundo fala para eles em diminutivo e com compaixão. A sociedade os envelhece mais ainda, os mata de uma maneira "cordial" e cheia de "amor". Observem como um velho nunca é desafiado pra a vida.

 

Não estou nem aí. Continuo com minha vida, lendo, trabalhando e indo duas vezes por semana ao cinema. Não quero a mixaria da aposentadoria, quero é trabalho. Claro, o trabalho que meu corpo permite frente a um teclado. Não vão querer que eu entregue engradados da Brahma. Aos que jogam dominó, convido-os para que façam um curso de computação e de Internet. Aos que fazem crochê, continuem fazendo crochê.

 

UOL Cartões - O atual momento do humor brasileiro lhe agrada? Acha que o brasileiro está perdendo o senso de humor e que não há mais humoristas tão bons como em décadas passadas?

 

Neder - Nunca houve tanto humor quanto agora. Você quer mais humor que o programa eleitoral? Hoje todo mundo faz humor, às vezes sem saber. Mas, respondendo ao sentido final da pergunta devo te dizer que sim, houve um momento do humor virtuoso no Brasil. Foi o momento do "O Pasquim" [o mais influente jornal de oposição à ditadura militar no Brasil], sem dúvida. Se não fosse a censura, derrubariam o regime. Hoje devo destacar o UOL, que tem, em suas páginas, os melhores humoristas e de maior qualidade: o eterno Millôr, pai de todos os humoristas; Angeli, um virtuoso do desenho da atualidade, o incomparável Macaco Simão e mais uma penca de gente jovem. Pena que todos os três e a penca são desperdiçados e perdidos em páginas feitas por pessoas sem humor.

 

 

Charge de Chico Caruso feita em 2000, no Rio, que mostra Neder com amigos famosos à mesa, como Chico Buarque e Belchior

 

UOL Cartões - Que dicas você daria para aqueles que gostariam de trabalhar profissionalmente com publicidade e/ou ilustração? 

 

Neder - Aquela de sempre: perseverar, adquirir conhecimentos, ir ao cinema e teatro, ler muito, gostar de música e seguir sempre os mestres.

Veja cartões de Neder em UOL Cartões:

:: Escrito por UOL Cartões às 13h50
[] [envie esta mensagem] []

Perfil

Este é um blog destinado à divulgação de UOL Cartões. Tem dicas ou sugestões? Envie para cá!


  1. POSTS

  2. Amor/Amizade
  3. Datas Especiais
  4. Entrevistas
  5. Novidades

  1. Outros Sites

  2. • UOL - O melhor conteúdo
  3. • BOL - E-mail grátis

bloguolcartoes@uol.com.br Envie sugestões e dicas de cartões legais